Exames laboratoriais: da importância à aplicação nas decisões médicas

Exames laboratoriais: da importância à aplicação nas decisões médicas

Junto à conversa com o paciente e ao exame físico durante a consulta, os exames laboratoriais contribuem para o médico identificar se está acontecendo algo com o seu paciente, o que e qual o melhor tipo de tratamento, ou acompanhar a evolução ou regressão de uma doença que já esteja sendo tratada. Estes três elementos são fundamentais para que o profissional consiga interpretar com maior precisão os sinais e resultados que recebe.

Os exames laboratoriais

Os exames considerados básicos, os quais costumam ser incluídos no check-up, que são menos invasivos e mais baratos, costumam coletar como material de análise o sangue, fezes e urina. Veja abaixo alguns destes exames abaixo (todos eles são oferecidos pela Atendemed).

Exames laboratoriais de sangue:

a) Hemograma: mede principalmente a quantidade de glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas no sangue.As hemácias transportam oxigênio no sangue. Sua baixa quantidade causa anemia.
Os leucócitos produzem os anticorpos, que protegem o organismo contra doenças.
As plaquetas atuam no processo de coagulação (estancamento) do sangue. Quanto mais o sangue demora a coagular, maior quantidade dele será perdida em ferimentos.

b) Glicose: é importante principalmente para saber se a pessoa está com diabetes mellitus (que é a diabete tipo 2, em que o pâncreas produz insulina, porém esta não consegue entrar nas células, e assim o açúcar que ela transporta vai se acumulando no sangue):
Até 100 mg/dL é considerado normal;
Entre 100 e 125 mg/dL: pré-diabetes;
A partir de 126 mg/dL: nível de diabetes. Mesmo assim, para ter certeza é preciso repetir o exame várias vezes.

c) Colesterol: medem-se os níveis de colesterol bom (HDL) e colesterol ruim (LDL), para determinar a probabilidade de doenças cardíacas como a arteriosclerose, além de determinar a quantidade total de colesterol no organismo. O ideal é que o HDL esteja alto e o LDL, baixo.

d) Ureia e creatinina: a presença delas no sangue indica qual é o volume dele filtrado pelos rins a cada minuto. Se as doses dessas substâncias forem altas, quer dizer que há diminuição da filtração pelo rim; se forem menores que 60 ml/minuto indicam insuficiência renal. Mas é preciso que o médico saiba interpretar com precisão, porque os níveis ideais de ureia e creatinina variam de pessoa para pessoa.

e) TSH e T4 livre: Analisam a função da tireoide, para determinar se a glândula está funcionando normalmente, ou se a pessoa apresenta quadro de hipertireoidismo ou hipotireoidismo.

Exames laboratoriais de fezes e urina:

a) EAS ou Urina tipo 1: exame básico de urina, para detectar presença de pus, glicose, sangue, proteínas, que podem indicar doenças renais ou infecções urinárias.

b) Urocultura: serve para determinar qual a bactéria causadora da infecção urinária detectada pelo EAS, e para testar antibióticos.

c) Ácido úrico: níveis altos de ácido úrico na urina podem ser mais um sinal para doenças cardiovasculares, gota (que é uma forma de artrite caracterizada por dor intensa, vermelhidão e sensibilidade nas articulações) e cálculo renal.

d) Coprocultura: cultura de fezes, para descobrir sobre o crescimento das bactérias nocivas ao organismo.

e) Sangue oculto: exige uma dieta especial durante três dias, para se ter as fezes coletadas no quarto dia. A intenção é verificar se há sinais de sangue nas fezes.

Veja todos os exames que a Atendemed realiza aqui.